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“ASSIM como o calor do Sol é um fato, a evolução também é um fato.” Foi isso que declarou o professor Richard Dawkins, cientista evolucionista de destaque. Dawkins talvez possa ser chamado de um ‘apóstolo’ moderno dos crentes da evolução. É claro que as experiências e a observação direta provam que o Sol é quente. Mas será que as experiências e a observação direta dão ao ensino da evolução o mesmo apoio inquestionável?

Alguns mudaram seu modo de pensar por observarem mais detidamente o que está ao nosso redor, como por exemplo as leis físicas que regem o Universo e a natureza. Natureza essa que alguns insistem em chamar de “Mãe Natureza” como se quisessem atribuir a ela características inteligentes e sentimentos próprios de uma pessoa, não o mero acaso frio e inconsciente. O exemplo a seguir dá o que pensar a este respeito.

POR 50 anos, o filósofo britânico Antony Flew foi um ateu muito respeitado por seus colegas. Seu ensaio Theology and Falsification (Teologia e Falsificação), de 1950, “tornou-se a publicação filosófica mais reimpressa do . . . século [20]”. Em 1986, Flew foi chamado de “o mais influente dos críticos contemporâneos do teísmo” (crença em Deus). Assim, muitas pessoas ficaram chocadas quando Flew anunciou em 2004 que tinha mudado seu modo de pensar.

O que levou Flew a mudar de ideia? Em poucas palavras: a própria ciência. Ele ficou convencido de que o Universo, as leis da natureza e a própria vida não poderiam ter surgido por mero acaso. Faz sentido essa conclusão?

Os novos ateus gostam de dizer que a ciência é a espinha dorsal de suas crenças, a verdade é que nem o ateísmo nem o teísmo se baseiam totalmente na ciência. Os dois exigem fé: o ateísmo, no acaso sem objetivo; o teísmo, numa Causa Primária inteligente. Os novos ateus defendem a ideia de que “toda fé religiosa é cega”, escreveu John Lennox, professor de matemática na Universidade de Oxford, Inglaterra. Mas ele acrescentou: “Precisamos deixar bem claro que quem pensa assim está errado.” Então, fica a pergunta: Que fé resiste à lógica — a dos ateus ou a dos religiosos? Analise, por exemplo, a origem da vida.

Os evolucionistas admitem prontamente que a origem da vida ainda é um mistério — apesar de existirem muitas teorias conflitantes. Richard Dawkins, um dos novos ateus mais influentes citado no início deste post, afirma que por causa da grande quantidade de planetas que deve existir no Universo é óbvio que surgiria vida em algum lugar. Mas muitos cientistas respeitados não têm tanta certeza. John Barrow, professor em Cambridge, disse que a crença na “evolução da vida e da mente” acaba “num beco sem saída em todos seus estágios. Existem tantos fatores que impedem a vida de evoluir num ambiente complexo e inóspito que seria pura arrogância sugerir que tudo é possível com a quantidade suficiente de carbono e de tempo”.

Lembre-se também que a vida não é apenas um conjunto de elementos químicos. Na verdade, ela é baseada num tipo extremamente sofisticado de informações, que estão codificadas no DNA. Assim, quando falamos da origem da vida, estamos falando também sobre a origem de informações biológicas. Qual é a única fonte de informações que conhecemos? Numa palavra: inteligência. Será então que uma série de acidentes produziria informações complexas, como um programa de computador, uma equação algébrica, uma enciclopédia ou mesmo uma receita de bolo? É claro que não! Muito menos as informações armazenadas no código genético dos organismos vivos, que são bem mais sofisticadas e eficientes.

Quem trabalha com desenvolvimento de código, aka, programação de computadores sabe muito bem que por mais meticuloso que um desenvolvedor seja sempre existem falhas no código produzido, os conhecidos bugs. É necessário tempo e uso do código nas mais variadas circunstâncias para que tais bugs venham a tona para poderem ser corrigidos, isto é, receberem um ‘fix’.  Usando tal analogia, pense no DNA. Cada célula do corpo possui uma cópia dele. O ‘código’ diz o que e para onde cada molécula, átomo deve fazer e como. Nas circunstâncias mais adversas para o ser humano ou para o animal é possível adaptar-se sem que o ‘programador’ tenha que refazer o ‘código’ e aplicar ‘fix’.

 O que dizer então do desafio da Biologia Molecular?  Este é tema para um outro post.

“Elementar meu caro Dawkins” diria Sir Sherlock num fictício diálogo. Elementar que crer na evolução também é um ato de fé e diga-se de passagem: muita fé! Contrariar a lógica e método científico; não ter conseguido provar a geração espontânea de vida apesar das ‘zilhões’ de tentativas exige o exercício da fé onde o ‘acaso inteligente’ torna-se um deus com sua acompanhante deusa, a ‘mãe natureza’.

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