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Meditação obrigatória, o silencio pensante.

Aquele momento da vida que a gente para e reflete sobre: o que faço eu? Por que tomo este caminho? Na vida, eu vou ou sou levado? Sou eu que me conduzo? Ou sou conduzido?

Cecília Meireles, poetisa carioca que morreu em 1964, no seu livro Viagem de 1939, ela vai fundo no Lirismo filosófico e no poema, ela diz:

Pastora de nuvens, fui posta a serviço
Por uma campina desamparada
Que não principia e também não termina,
Onde nunca é noite e nunca madrugada.

(Pastores da terra, vós tendes sossego,
Que olhais para o sol e encontrais direção.
Sabeis quando é tarde, sabeis quando é cedo.
Eu, não.)

Pastora de nuvens, por muito que espere,
Não há quem me explique meu vário rebanho.
Perdida atrás dele na planície aérea,
Não sei se o conduzo, não sei se o acompanho.

“Não sei se o conduzo, não sei se o acompanho”. Vou ou sou levado?
Silencio pensante. Essa profundidade de Cecília Meireles, sim, precisa nos provocar em vários momentos para que a gente pense sobre as razões de nossa existência.

Sobre o fato de eu precisar recusar uma vida que seja alienada, automática, robótica.

É necessário ter uma vida com consciência clara, dos caminhos, das razões, dos senões e dos por quês.

Autor: Mário Sérgio Cortella
Fonte: Academia CBN
Trecho do poema: Destino – de Cecília Meireles.

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